Visão geral sobre sucralose, aspartame, estévia, sacarina, frutose e acesulfame-K.
Sucralose
A sucralose é uma substância utilizada atualmente como alternativa aos adoçantes artificiais, como a sacarina e o ciclamato.
Em estudo há mais de 20 anos, a sucralose foi aprovada pelo FDA, pelo JECFA e pela ANVISA. É descrita como um adoçante que pode ser utilizado por fenilcetonúricos, gestantes, crianças e diabéticos.
Os estudos têm demonstrado que a sucralose é inócua à saúde mesmo em níveis de consumo muito superiores ao necessário para adoçar.
Sucralose versus outros adoçantes
Em comparação aos outros tipos de adoçantes encontrados no mercado, a sucralose parece reunir aspectos positivos e solucionar alguns pontos negativos.
A estévia é vista como edulcorante natural por ter origem em uma planta, mas pode apresentar sabor residual amargo.
Sacarina e ciclamato são adoçantes artificiais geralmente utilizados juntos, com boa sinergia de sabor e resistência a altas temperaturas, mas podem deixar residual amargo.
O acesulfame de potássio auxilia a arredondar o sabor final do produto, não tem restrições gerais e resiste a altas temperaturas.
A frutose é o açúcar das frutas, tem poder adoçante maior que o açúcar comum, mas contém o mesmo valor calórico do açúcar e não é recomendada para diabéticos.
O aspartame tem sabor agradável, mas não é recomendado para fenilcetonúricos e não resiste a altas temperaturas.
Aspartame
O aspartame é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum. Foi criado em 1965 e tem poder adoçante cerca de 200 vezes maior que a sacarose.
É formado por L-fenilalanina e ácido L-aspártico, com a fenilalanina metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico.
Produtos alimentares contendo aspartame devem indicar que contêm fonte de fenilalanina, pois a ingestão excessiva pode ser prejudicial em indivíduos com fenilcetonúria.
O aspartame é estável em ambientes secos, mas pode sofrer degradação em soluções aquosas quando submetido a calor prolongado.
Stevia rebaudiana
A Stevia rebaudiana é uma espécie originária da América do Sul. A estévia se popularizou quando um adoçante oriundo de suas folhas passou a ser utilizado em extrato em pó.
O esteviosídeo tem propriedade de adoçar cerca de 300 vezes mais que o açúcar comum. Desde 1970 é utilizado no Japão como agente edulcorante em alimentos e bebidas; no Brasil, desde 1987.
Diabetes, hipertensão arterial e emagrecimento são citados entre indicações terapêuticas, mas seu uso por diabéticos deve ter acompanhamento médico.
Sacarina, frutose e acesulfame-K
A sacarina é um dos adoçantes mais antigos, descoberta em 1879. É usada como adoçante não calórico e é cerca de trezentas vezes mais doce que a sacarose.
A frutose, também conhecida como açúcar das frutas, é encontrada em frutas, cereais, vegetais e mel. O consumo excessivo pode favorecer formação de gordura no tecido adiposo.
O acesulfame-K é um adoçante dietético descoberto em 1967. Possui aproximadamente 125 vezes o poder adoçante da sacarose, não é metabolizado pelo organismo e resiste a altas temperaturas.

